Systemic Bilingual projeta crescimento de 40% para 2019

No próximo ano, o programa de educação bilíngue deve atingir cerca de 20 mil alunos em mais de 100 escolas distribuídas em todo o território nacional

A educação bilíngue deixou de ser tendência e já é realidade no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira do Ensino Bilíngue (Abebi), nos últimos cinco anos, o mercado de escolas bilíngues expandiu-se a índices entre 6% e 10%. O Systemic Bilingual, programa de educação bilíngue pioneiro no Brasil, estima um incremento de 40% no número de alunos e instituições em 2019, atingindo um total que deve ultrapassar 20 mil estudantes em mais de 100 escolas em todo o país. Atualmente, o Systemic está presente em 80 escolas em 18 estados brasileiros, levando sua inovadora proposta educativa para mais de 16 mil alunos.

Segundo o levantamento, nos últimos três anos, o Systemic triplicou o número de instituições e alunos. O Ministério da Educação (MEC) aponta em seu último consenso escolar que o Brasil possui aproximadamente 40 mil escolas privadas, 21% das 184,1 mil unidades brasileiras. No entanto, a Abebi estima que cerca de 3% (1,2 mil) dessas particulares possuem algum programa de educação bilíngue. 

O Gerente de Desenvolvimento e Relacionamento do Systemic Bilingual, Rone Costa, acredita que para um programa que já está consolidado no mercado há 16 anos, os números são expressivos. “Buscamos um crescimento sustentável e dentro dos mais altos padrões de qualidade. Fazemos uma análise prévia da instituição que deseja implantar a educação bilíngue para entender se a escola está madura para implantar um programa como o Systemic, que exige muito da escola”, afirma.

Falta de regulamentação

Atualmente no Brasil não existe uma regulamentação para as escolas bilíngues. Segundo o MEC somente as escolas para surdos, as escolas de fronteiras e as escolas indígenas são consideradas bilíngues. De acordo com Costa, esse cenário pode confundir pais, alunos e até mesmo da comunidade escolar. “Como o conceito de bilinguismo é muito amplo, muitas instituições se auto intitulam bilíngues por pura falta de informação. Essa questão inclusive inviabiliza o aprimoramento dos professores que queiram aplicar-se na educação bilíngue, por isso torna-se vital contribuir para a formação desses profissionais afim de que estejam preparados para atuar no mercado”, afirma.

Costa ressalta que muitas escolas ainda não estão completamente preparadas para aderir ao programa bilíngue, já que é preciso de investimentos na formação de professores e, principalmente, comprometimento de toda equipe. “Não é porque há uma escola de idiomas dentro do colégio que, necessariamente, a educação bilíngue está acontecendo. Muitos pais escolhem escolas bilíngues ainda pensando apenas no desenvolvimento da competência linguística dos filhos. Mas, educação bilíngue é muito mais que isso”, ressalta.

O tempo de exposição à língua é outro fator que deve ser considerável para que seja possível desencadear um processo mais robusto de aquisição de língua. Além disso, a concepção de língua/linguagem que o programa ou a escola tem é outro fator que deve ser levado em consideração, já que a língua deve ser tratada como um meio de instrução nesse processo.

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