Pré-natal: o exame NIPT é capaz de detectar síndromes de forma não invasiva

A ginecologista e obstetra da Perinatal, Ana Paula Martins, explica com funciona o procedimento

Dra. Ana Paula Martins
Dra. Ana Paula Martins

Durante o pré-natal são realizados uma série de exames imprescindíveis para mulher e para o bebê. Os procedimentos são divididos por etapas, o que facilita o controle do médico e da paciente. E é no primeiro trimestre que é recomendado que a gestante faça o NIPT, um exame não invasivo que avalia o risco de cromossomopatias no feto, ou seja, ele detecta as pacientes de alto risco para as síndromes congênitas, como a Síndrome de Down.

De acordo com a Dra. Ana Paula Martins, ginecologista e obstetra da Perinatal, o resultado pode ser visto através do sangue da mãe e não possui nenhuma contraindicação. “Estuda-se fragmentos de DNA fetal no sangue materno.  A paciente faz uma coleta simples de sangue, não sendo necessário que nenhum material seja retirado diretamente do feto”, explica a médica. O resultado do NIPT fica pronto em 21 dias.

Dra. Ana Paula ressalta que o NIPT, além de não ser obrigatório, deve ser visto como um exame de rastreio, pois o resultado apenas aponta como baixo ou alto risco. “No caso de alto risco, o diagnóstico deve ser confirmado através de biópsia de vílo corial, que são exames invasivos”. De toda forma, a médica acredita nos benefícios do procedimento. Para ela o diagnóstico precoce colabora para um acompanhamento pré-natal mais adequado para esses bebês.

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