ESPM-Rio lança mais uma edição do Curso de Desenvolvimento de Negócios Sociais e Inclusivos

A ideia é estimular os estudantes a desenvolver negócios que tenham como propósito a solução de problemas socioambientais e que gerem impacto significativo na sociedade

Impactar a sociedade e gerar mudanças positivas para a coletividade é um dos grandes objetivos do curso de Desenvolvimento de Negócios Sociais e Inclusivos da ESPM-Rio. Com a missão de contribuir com a modelagem de negócios que tenham como propósito a solução de problemas socioambientais, este é um curso de extensão que parte de uma sólida discussão teórica sobre os diferentes conceitos e abordagens para os negócios sociais, modelo Yunus, negócios de impacto e inclusivos, bem como os desafios na modelagem de inovações sociais no Brasil. Ministrado peloCoordenador do Núcleo de Empreendedorismo e Inovação da ESPM-Rio, Rodrigo Carvalho, o curso está com inscrições abertas no site www.espm.br/negocios-sociais . As aulas vão começar no dia 23 de março.

A partir da fundamentação teórica e as discussões com empreendedores, estudos de casos nacionais e internacionais, os participantes são levados à identificação de problemas socioambientais e assim desenvolverem seus projetos durante o curso.

Ao final, os modelos de negócios desenvolvidos são apresentados para uma banca de professores e empreendedores de instituições atuantes no ecossistema dos negócios sociais do Rio de Janeiro, chamada Rio de Impacto.

Projeto inovador nasceu no curso
Nos últimos anos, as mulheres têm batalhado e, juntas, conquistado o lugar de fala. Diversos movimentos feministas se formaram e ganharam voz com a ajuda das redes sociais e, com isso, casos de assédio, de agressões e de abusos foram denunciados no Brasil e no mundo. Matérias foram feitas, mostrando o quanto as mulheres sofrem assédios em seus locais de trabalho e o quanto suas carreiras são prejudicadas e os salários não equiparados aos dos homens. Sem a intenção de tirar o protagonismo feminino que vem sendo conquistado com muita luta, o publicitário Pedro Schneider lançou, em julho de 2017, o projeto MEMOH. O objetivo, segundo ele, é fazer com que os homens compreendam, através de rodas de debates, os seus privilégios e o que pode ser mudado em suas atitudes para tornar a sociedade mais justa entre homens e mulheres.

“Eu tinha vontade de fazer um projeto sobre equidade de gêneros, mas não sabia exatamente o que. Foi através do curso de Desenvolvimento de Negócios Sociais e Inclusivos que obtive as ferramentas necessárias para conseguir estruturar as minhas ideias e viabilizar o projeto”, disse.

De acordo com Pedro Schneider, a ideia é fazer com que os homens pensem sobre as suas atitudes e o quão nocivas elas podem ser para as mulheres.

“O homem branco, heterossexual já é uma figura opressora. A gente não quer que as mulheres se sintam intimidadas. Os movimentos feministas geraram esta inquietação em mim. O projeto, que ainda está no início, é voltado, neste momento, para homens que sintam a mesma inquietação, que se sentem incomodados e querem conversar a respeito, querem mudar e pensar sobre suas atitudes”, explicou.

Como funciona
Através de estudo e de uma metodologia definida, o MEMOH se propõe a ser um espaço de debate exclusivo para homens. Quando o formato ainda estava sendo montado, ele foi apresentado a representantes feministas e da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais,Travestis, Transexuais e Transgêneros) como uma forma de confirmar se não havia erros no discurso e na forma de conduzir o processo. Neste primeiro momento, os encontros acontecem na casa de Pedro Schneider, na Zona Sul do Rio, com a participação de 20 homens por reunião.

“Comecei chamando amigos, que foram indicando outras pessoas. A ideia é sair cada vez mais da minha bolha. Hoje já temos no grupo gays e transexuais. Normalmente eu faço a mediação e vamos debatendo diversos assuntos. Os encontros duram cerca de 02h30. A ideia, mais para frente, é vender o projeto para empresas, que são locais nos quais os assédios ocorrem com frequência, e manter os encontros gratuitos”, explicou Pedro, que já realizou 17 encontros.

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